Presente

As Confissões de Santo Agostinho chegam ao teatro e à universidade

[dsm_icon_divider image=”https://agustinosrecoletos.com/wp-content/uploads/2024/02/oar-logo-divider-e1707758231672.png” image_max_width=”5%” color=”#E02B20″ icon_gap=”0px” image_max_width_tablet=”5%” image_max_width_phone=”10%” image_max_width_last_edited=”on|phone” _builder_version=”4.24.0″ _module_preset=”default” width=”60%” module_alignment=”center” border_color_all_image=”#E02B20″ global_colors_info=”{}”][/dsm_icon_divider]

“Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro de mim, e eu lá fora, a te procurar! Eu, disforme, me atirava à beleza das formas que criaste. Estavas comigo, e eu não estava em ti. Retinham-me longe de ti aquilo que nem existiria se não existisse em ti. Tu me chamaste, gritaste por mim, e venceste minha surdez. Brilhaste, e teu esplendor afugentou minha cegueira. Exalaste teu perfume, respirei-o, e suspiro por ti. Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti. Tocaste-me, e o desejo de tua paz me inflama”.

Este fragmento pertence ao livro X (Capítulo XXVII-Solilóquio de amor) das Confissões de Santo Agostinho. Nele e no livro XI se baseia esta obra dirigida por Juan Carlos Pérez de la Fuente, que narra o fato central da vida de Agostinho de Hipona: sua conversão ao cristianismo no ano 387. O próprio diretor da obra define o livro como um itinerário, uma peregrinação tortuosa, um diálogo apaixonado, interrogativo, uma descida “ao abismo da consciência humana” até encontrar o fundamento de sua vida.

Confissões, uma “autobiografia espiritual”

“Confissões” é considerado o primeiro livro de filosofia e pedagogia da historia, uma das grandes obras da criação literária universal, e situa Santo Agostinho como criador de um gênero original, entre a autobiografia e as memórias, que pode ser denominada “autobiografia espiritual”. Para Juan Carlos Pérez de la Fuente, Santo Agostinho é “o primeiro navegante e mergulhador dos mundos escuros do eu interior, da consciência”. Define sua obra, não como um mero exercício filosófico-dialético, mas como “um combate existencial: um problema que o afeta, que ele vivencia e quer solucionar”, uma luta entre o eu interior e exterior de Santo Agostinho onde considera que o “excitante” desta obra o faz ter “plena vigência no século XXI”.

Como surgiu levá-la ao teatro?

Pérez de la Fuente disse que a ideia de levá-la ao teatro surgiu durante um de seus habituais ensaios no Colégio Mayor Elías Ahuja dos Agostinianos, na Universidade Complutense. “Ali entrei em contato com o pensamento agostiniano. Apesar dos séculos que nos separam Santo Agostinho se nos revela como um homem do nosso tempo, de carne e osso, perfeitamente reconhecível e próximo, a ponto de suas misérias serem muito parecidas às nossas”. O diretor assevera que Santo Agostinho “sentiu uma grande atração pelo teatro, atuou dentro e fora de cena. Há muita teatralidade no seu modo de falar. Sua obsessão por buscar a verdade até suas últimas conseqüências fazem com que tudo esteja cheio de perguntas. O cenário é uma constante pergunta, e em todo questionamento há conflito: aí está o miolo”.

Gerard Depardieu, “o primeiro Santo Agostinho”

O ator Gerard Depardieu foi quem levou esta obra por primeira vez a cena e, após interpretá-la manifestou: “Amo de Santo Agostinho seu amor pela vida, seu espírito de abertura, sua vontade de descobrir o desconhecido. Sinto-me um ignorante iluminado, um inocente”. Nesta ocasião é Ramón Barea que nos submerge nos labirintos da alma humana pela mão de Pérez de la Fuente Producciones, que no décimo aniversário da companhia optou por “descobrir novos textos e assumir novos desafios” com “Confissões”, tirados magistralmente do latim por Luis Alberto de Cuenca e Alicia Mariño.

Confissões, na Universidade de La Rioja

Na segunda-feira, 30 de junho, “Confissões de Santo Agostinho” foi representada na Aula Magna do Edifício Quintiliano da Universidade de La Rioja para dar início a seus cursos de verão. Seu reitor, José Arnáez Vadillo, detalhou que o objetivo da programação deste ano é “abrir ainda mais os espaços e as fronteiras acadêmicas do campus a personalidades e a propostas que enriquecem a agenda cultural de La Rioja do ponto de vista universitário”.

Próxima parada, o Corral de Almagro

Em cada representação, Ramón Barea se põe durante hora e meia aos pés de Santo Agostinho acompanhado pela música de um saxofone. Além de Alcalá de Henares e La Rioja já passou pelo Festival de Teatro Clássico de Cáceres (26 de junho), e sua próxima parada será o mítico Corral de Comedias de Almagro (Ciudad Real), no domingo, dia 13 de julho.

[dsm_social_share_buttons dsm_view=”icon” dsm_skin=”flat” dsm_shape=”rounded” dsm_alignment=”center” dsm_icon_size=”30px” dsm_color_type=”custom” dsm_custom_bg_color=”RGBA(255,255,255,0)” dsm_custom_color=”#E02B20″ dsm_social_hover_animation=”dsm-grow” dsm_icon_size_tablet=”30px” dsm_icon_size_phone=”30px” dsm_icon_size_last_edited=”on|phone” _builder_version=”4.24.3″ _module_preset=”default” custom_margin=”|50px||50px|false|false” custom_padding=”||40px||false|false” global_colors_info=”{}”][dsm_social_share_buttons_child dsm_color_type=”custom” dsm_custom_bg_color=”RGBA(255,255,255,0)” dsm_custom_color=”#E02B20″ _builder_version=”4.24.0″ _module_preset=”default” global_colors_info=”{}” dsm_view=”icon” dsm_label=”on” dsm_social_hover_animation=”dsm-grow”][/dsm_social_share_buttons_child][dsm_social_share_buttons_child dsm_network=”twitter” dsm_color_type=”custom” dsm_custom_bg_color=”RGBA(255,255,255,0)” dsm_custom_color=”#E02B20″ _builder_version=”4.24.0″ _module_preset=”default” global_colors_info=”{}” dsm_view=”icon” dsm_label=”on” dsm_social_hover_animation=”dsm-grow”][/dsm_social_share_buttons_child][/dsm_social_share_buttons]