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Manuel Beaumont: “Sem maturidade humana não pode haver maturidade espiritual nem uma sã vida em comum”

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Padre Beaumont era, no momento de sua eleição, vigário da província e diretor do colégio Agostiniano de Madri, ao qual dedicou quase vinte anos de sua vida. Além da educação o novo provincial trabalhou na formação, principalmente no filosofado e teologado de Torrent (Valência, Espanha). Com satisfação responde nossas perguntas para o sitio web da Ordem.

P.- Qual tem sido o objetivo principal assinalado pelo Capítulo Provincial para o novo triênio?
R.- Dinamizar nossa vida espiritual e afrontar com determinação um projeto global de reestruturação que nos ajude a viver nosso carisma e cumpri-lo na Igreja e na sociedade nossa missão.

P.- Como se pode dinamizar a vida espiritual das comunidades?
R.- Se tivéssemos a chave não daríamos tantas voltas ao redor do mesmo problema capítulo após capítulo. Continuamos sem saber qual é chave, apesar disto afetar a todas as ordens e congregações. Em minha opinião, a vida espiritual comunitária, precisa estar assentada em bases humanas de maturidade, equilíbrio, serenidade, respeito às diferenças, capacidade de diálogo, etc. Sem elas vejo ser muito difícil que se dê a qualidade pedida por nossas relações fraternas e intercomunitárias. Logo, portanto, deveríamos viver nossas relações a partir da visão evangélica da caridade. Se o amor de caridade estivesse presente em cada religioso e em cada comunidade viveríamos o «cor unum» e desapareceriam os individualismos, as “acomodações”, os imobilismos, as depressões e os desencantos que se dão em alguns religiosos e que são indícios de uma baixa qualidade de vida.

Menos religiosos

P.- Que supõe a reestruturação da Província?
R.- Responder a esta questão seria uma ousadia de minha parte. A Comissão Pre-capitular estudou e apresentou propostas ao Capítulo. Este não deu resposta – como costuma acontecer quando se trata de questões complicadas – deixando a decisão ao Prior Provincial e seu Conselho. Por que o Capítulo, e eu, o vemos complicado? Porque somos poucos religiosos, com mais idade e os mesmos ministérios. A solução, uns a vêm no fechamento de ministérios; outros em fazer um melhor remanejamento do pessoal, evitando «acomodação». Logo, a reestruturação deverá vir após fazer um estudo sério da situação de cada casa e das nações em que vivemos; e também em função de objetivos: viabilidade, incidência pastoral, realização comunitária, manutenção econômica, promoção vocacional… será necessário buscar soluções e tomar decisões que sempre serão traumáticas para alguns.

Farol de esperança

P.- Como pode contribuir o próximo capítulo geral a que os religiosos vivam com renovado espírito o carisma agostiniano recoleto, a vida comunitária e a missão evangelizadora?
R.- O capítulo geral deve ser um farol de esperança. Mas estou convencido que, se cada província não estabelecer as bases que citadas antes, tudo não passará de belos projetos. Na verdade, o papel de um capítulo geral deveria facilitar meios para que cada província busque essa ansiada qualidade na vivência do carisma agostiniano-recoleto; essa vida comunitária de qualidade e essa ilusão evangelizadora. Eu pediria ao capítulo geral, que alente e facilite aos religiosos e comunidades, o valor, a audácia, a criatividade e a santidade do fundador, como resposta aos sinais dos tempos que surgem no mundo de hoje.

Maturidade pessoal

P.- Você foi formador. Que aspectos precisariam ser enfocados na formação inicial e permanente dos religiosos?
R.- Na seleção e formação dos candidatos à vida religiosa, creio que deveríamos ser exigentes no que é básico. Volto à importância de trabalhar com as bases humanas para, ao mesmo tempo, construir uma personalidade equilibrada no âmbito material e espiritual. Uma espiritualidade que se queira viver sem estar preparado para a vida comunitária, sem equilíbrio da afetividade, sem maturidade pessoal,… está fadada ao fracasso pessoal e ao mal-estar das comunidades. Quanto à formação permanente, há muitos meios e possibilidades para consegui-la. Em nosso caso será preciso estabelecer um plano de formação prática e realista para não ficar em grandes projetos irrealizáveis.

Relevo leigo

P.- Nos colégios está ocorrendo uma mudança que concede maiores responsabilidades aos leigos. Que importância tem a formação dos professores para, a partir de um ideário agostiniano, responder aos desafios da evangelização?
R.- A pergunta já contém a resposta. Se a valorização dos leigos não estiver acompanhada da formação específica para o governo e naquilo que é próprio nosso, não terão autoridade frente a seus próprios companheiros e corre o risco de transmitirem tão somente qualidade instrutiva, em detrimento da qualidade educativa e, sobretudo, em detrimento da missão evangelizadora. Não nos esqueçamos que nós, os religiosos, temos vocação evangelizadora; eles, ao contrário, não a professaram. Logo, o desafio, para um tempo não muito distante, é muito importante; e penso que não podemos deixar de lado nenhum meio que facilite a formação específica para postos de direção e a formação geral no referente ao que é próprio de nossos centros (educativos) agostinianos. (Num futuro não muito distante será necessário recorrer aos nossos Capítulos, e isto não pode nos causar surpresa). Assim nos consideramos o futuro de nosso apostolado educacional na evangelização da cultura.

P.- Quais são seus desejos como prior provincial?
R.- Que Deus me dê saúde, ânimo e ajuda para poder responder aos desafios e inquietudes que o Capítulo traçou e confiou que eu os possa levar à prática. Espero que meus irmãos religiosos me ajudem nessa tarefa; sem eles e sem a ajuda de Deus nada poderia fazer.

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