Marta e Alejandro, junto com seus três filhos, percorreram o Caminho de Santiago com outras famílias, professores, JAR e monitores dos agostinianos recoletos. Conversamos com eles no Monte del Gozo, a poucos quilómetros da Catedral de Santiago, sobre os desafios, aprendizagens e momentos de fé que marcaram a sua semana de peregrinação.
Uma peregrinação em família
O Caminho de Santiago, mais do que uma rota, é uma oportunidade para crescer espiritualmente, pessoal e comunitariamente. Marta e Alejandro, juntamente com os seus filhos Alejandro (14 anos), Alonso (12 anos) e Santiago (7 anos), responderam ao convite do Colégio Agostiniano de Granada para se juntarem a esta experiência. Não foram como monitores ou catequistas, mas como peregrinos, acompanhados de familiares, professores, religiosos e membros das Juventudes Agostinianas Recoletas de Granada e Guadalajara.
Desafios, apoio e solidariedade
A mãe, que caminhou com o pequeno Santiago juntamente com o marido, conta como o filho se tornou o peregrino mais novo do grupo, recebendo palavras de encorajamento, canções e adivinhas de companheiros e desconhecidos que o incentivavam a continuar. Entretanto, os seus irmãos mais velhos caminhavam com outras crianças da sua idade, integrando-se plenamente na experiência.
Cada etapa foi um desafio e uma oportunidade para te abrires aos outros. “Foi maravilhoso descobrir o amor, o carinho e a gentileza das pessoas”, recorda Marta, que está especialmente grata pela ajuda que recebeu num albergue depois de uma queda em Santiago.
Foi maravilhoso descobrir o amor, o carinho e a gentileza das pessoas”.
O Monte del Gozo e o objetivo de sonho
Chegar ao Monte del Gozo, às portas de Santiago de Compostela, foi um momento de emoção e gratidão. Para o pequeno Santiago, o nome da cidade e a figura do apóstolo tornaram a meta um sonho tornado realidade. O lugar, que muitos comparam à “Jerusalém celeste”, representou para a família a recompensa pela confiança em Deus e pela força recebida ao longo do caminho.
Lições a aprender
Viver apenas com o suficiente numa mochila, partilhar a vida em comunidade com outros peregrinos e descobrir que “é possível viver com menos”. Foram lições que, segundo Marta, marcarão os seus filhos para sempre. Para além do esforço físico, a família regressa com valores que contrariam o consumismo e o individualismo, e com a certeza de ter vivido algo que ficará gravado na sua história familiar.
Uma viagem transformadora
Para esta família de ADN recoleto, o Caminho tem sido uma experiência de fé, solidariedade e simplicidade. Um caminho que mostra que a verdadeira meta não está apenas em Santiago de Compostela, mas em cada passo partilhado. Para eles, como para tantos peregrinos, o verdadeiro caminho começa com o abraço ao Santo.

