Quando tudo te dói, quando não há palavras e a esperança parece ter-se esgotado, Deus não fica longe. Não fica mudo: envia a consolação. E essa consolação tem o rosto de uma mãe. Neste dia 4 de setembro celebramos Nossa Senhora da Consolação, padroeira da Ordem dos Agostinianos Recoletos, lembrando que sua presença materna é companheira fiel no meio da dor e força no caminho da fé.
Padroeira da Ordem dos Agostinianos Recoletos
A devoção a Nossa Senhora da Consolação tem suas raízes na tradição agostiniana. Ela é a padroeira da Ordem dos Agostinianos Recoletos e, desde séculos atrás, acompanha a família religiosa como sinal de força na fé e de esperança em meio às provações. A ela acorrem religiosos, religiosas, fraternidades seculares, jovens e comunidades que partilham este carisma, reconhecendo em Maria um refúgio seguro e uma mãe próxima.
Nas palavras dos agostinianos recoletos:
“Maria consola não porque tira a cruz, mas porque não nos deixa sozinhos.
A sua maternidade é a proximidade no sofrimento e o encorajamento para continuarmos a caminhar como discípulos de Cristo.
A tradição da cinta: lágrimas e esperança
Uma antiga tradição conta que Maria apareceu a Santa Mónica num momento de profunda dor pelo seu filho Agostinho. Nossa Senhora consolou-a e deu-lhe uma correia, sinal de amor e de força, que hoje a família agostiniana usa como recordação dessa esperança partilhada.
Essa tira, símbolo de humildade e simplicidade, é também um lembrete de que a esperança nunca se extingue. Tal como Mónica, que chorou pelo seu filho até ver a sua conversão, gerações de Agostinianos viveram esta devoção como um legado de confiança e fé.
Uma mãe que caminha connosco
Nossa Senhora da Consolação acompanha a família agostiniano-recoleta em todas as suas obras: nas paróquias, nos colégios, nas missões e nas comunidades de vida consagrada. Onde quer que o carisma seja vivido, ali está a mãe que sustenta, que anima, que ensina a confiar em Deus nos momentos de provação.
Chora conosco, crê conosco e caminha conosco. Sua consolação não é teoria, é vida partilhada, presença que fortalece, sinal de comunhão que une toda a família agostiniana em torno de Cristo.
Uma festa de gratidão
Hoje nós, agostinianos recoletos, levantamos os olhos para Maria, Mãe da Consolação, para agradecer sua proximidade e renovar nosso desejo de viver na fidelidade ao Evangelho. A celebração da sua festa é também uma recordação de que, como diz Santo Agostinho, a verdadeira consolação vem daquela que habita em nós e nunca nos abandona.
Maria, Mãe da Consolação, é a mãe do nosso recolhimento. Nela encontramos a força para continuar a caminhar, a ternura para enfrentar as lágrimas e a certeza de que Deus não abandona os seus filhos. Nas suas mãos colocamos a vida da nossa família religiosa e de todos aqueles que olham para ela em busca da esperança que não desilude.


