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Albeiro Arenas: “Estávamos em dívida com a educação universitária”

P.- Poderia explicar-nos que é “Uniagustiniana”?
R.- “A Universitária Agostiniana “UniAgustiniana” é uma comunidade acadêmica voltada para a formação integral das novas gerações: Nossa razão de ser são os estudantes a quem educamos para que sejam líderes e buscadores incansáveis da verdade, sob os princípios agostinianos de interioridade, liberdade, amizade e sentido comunitário. Formamos profissionais que com sua qualidade humana, seu compromisso social, seus valores éticos e morais, contribuam com a construção e progresso do país. Nosso propósito claro e primordial é liderar processos educativos com abnegação e qualidade, cujos resultados visíveis sejam a criação de novas condições de vida onde a justiça, a solidariedade e o progresso individual e coletivo, sejam o fator comum e possível para todos”.

P.- Por que os agostinianos recoletos optaram por um projeto educativo universitário?
R:- Faz muitos anos se vinha pensando no assunto, mas, por diversas razões, nunca foi possível colocar em prática; mas este desejo esteve sempre presidente, sobretudo, pensando na possibilidade de nossos estudantes de filosofia e teologia obterem o título sem precisar fazer um processo de homologação e um ou dois anos mais de estudo, o que implicava mais tempo de estudo e gastos adicionais; finalmente, o que se deu foi um convênio com a Universidade São Boaventura para que os estudantes do último ano terminassem ali e sacassem o título de licenciatura.
Neste contexto, e avançada a nova construção do que seria o colégio Agostiniano São Nicolau, em momentos em que se apresentaram algumas dificuldades com a secretaria de educação, surgiu a possibilidade antes contemplada por muitos anos da universidade, e se logrou nos termos que já conhecemos.
De outro lado vale a pena dizer que foi muito o apoio das pessoas que conhecem nosso trabalho educativo, nossa experiência de tantos anos e dizem “estávamos em dívida com a educação superior em Colômbia porque faz muitos anos devíamos ter entrado na universidade”.

P.- Poderia dar-nos alguns dados para compreender a importância da Uniagustiniana na formação acadêmica da juventude colombiana?
R.- Além das licenciaturas em Filosofia e Teologia, o Ministério da Educação Nacional nos aprovou onze programas formativos e cinco especializações: Tecnologia em desenvolvimento de software, Tecnologia em gastronomia, Cine e televisão, Engenharia e turismo, Engenharia em telecomunicações, Engenharia industrial, Marketing, Negócios internacionais, Administração de empresas, Contabilidade Pública e Arquitetura. As cinco especializações são: Gestão de empresas, Gestão de qualidade, Gestão ambiental, Pedagogia e Segurança Social.
Quanto ao número de alunos, passamos dos 919 que tínhamos em 2007, quando começamos, aos 2.805 que atualmente estudam conosco.
É lógico que se aumentaram os estudantes, também aumentaram os docentes: hora cátedra, meio tempo e tempo completo. Antes tínhamos 110 e agora andamos já pelos 189.



A Universitária Agostiniana “UniAgustiniana” é uma comunidade acadêmica voltada para a formação integral das novas gerações.
P.- Poderia comentar-nos algumas das atividades que são organizadas em torno da Uniagustiniana?
R.- Não nos limitamos unicamente a preparar bons profissionais; nosso objetivo é formar os jovens em valores humanos e compromisso solidário. Para isso contamos com distintas atividades paralelas como: cátedra agostiniana, colóquio pedagógico agostiniano, foros de humanidades, celebração da semana agostiniano, encontros espirituais, esportivos e culturais; canteiros de investigação, oficinas formativas e formação para a competência.
Estes dados revelam o avanço deste novo ministério da Ordem em Colômbia e da responsabilidade que implica incursionar na educação superior, de uma formação acadêmica e humana de grande qualidade que responda às circunstâncias atuais.

P.- Como a Universidade contribui com a transmissão de valores e com a evangelização?
R.- No momento em que a Ordem se faz presente na universidade inicia uma mudança em seu direcionamento, em seu enfoque, que a lança ao ideal de formar em valores a todos seus membros, permeando todas as atividades que a compõem, inclusive a transmissão de conhecimento. Fazendo que todos conheçam esses valores mediante o discurso intelectual e uma série de atividades fraternas, recreativas, esportivas e religiosas; e os encarnem na realidade de sua vida pessoal e universitária, iluminados pela palavra de Deus e seguindo os princípios e lineamentos expostos pela Igreja Católica e a doutrina Agostiniana.



“Não nos limitamos unicamente a preparar bons profissionais; nosso objetivo é formar os jovens em valores humanos e compromisso solidário”.
P.- Que importância tem santo Agostinho em seu ideário educativo?
R.- Muita. Tanto que a cátedra Agostiniana é a cátedra institucional e está presente em todos os semestres dos diversos programas acadêmicos. Ou seja, buscamos que os estudantes conheçam a Santo Agostinho, não por conhecê-lo somente, mas também para que se enriqueçam de sua sabedoria e sua experiência. No projeto está o ideal de fortalecer o centro de estudos Agostinianos, e começar a produzir textos como fruto da investigação agostiniana. Estão sendo realizados foros, simpósios, encontros com outros centros acadêmicos tendo a Santo Agostinho como referente principal.

P.- Como se fazem presentes os agostinianos recoletos em Uniagustiniana?
R.- Neste momento na administração estamos cinco: o reitor, o vice-reitor geral, o secretário geral, o capelão e o coordenador dos programas de filosofia e teologia. É importante dizer que os professos, estudantes de teologia, também estão presentes na medida em que recebem suas aulas na Universidade.

P.- Que aceitação tem a licenciatura em Teologia que é oferecida pela Universidade?
R.- Falar de uma aceitação em apenas um semestre de funcionamento seria muito pretensioso, o certo é que temos falado com diversos bispos que nos têm manifestado seu desejo de trazer seus estudantes para a universidade; neste momento já estão vindo os seminaristas da diocese urbana de Fontibón, um seminarista de uma congregação e há como que três seculares. Para o próximo ano recebemos a confirmação do Bispo da Diocese de Facatativá. Agora mesmo estamos fazendo a oferta a diversas comunidades e seminários. Seja como for, temos recebido bons comentários e muito apoio, o que nos faz pensar que teremos acolhida. Nós levamos muitos anos fazendo este processo acadêmico de nossos formandos e são processos bem conhecidos e reconhecidos pelas universidades aonde nossos frades têm ido a terminar seus estudos; e isto nos dá muita confiança.

P.- Quais são seus desafios para o futuro?
R.- Sermos reconhecidos como Universidade Agostiniana:
Líder em processos investigativos que contribuam para a transformação social do país. Eficiente portadora de uma linha de frente no manejo ético da tecnologia da informação e da comunicação, procurando sempre o diálogo aberto, a participação democrática e a construção coletiva da verdade. Empenhada e vigilante na promoção e melhoria da qualidade de vida, sustentabilidade ambiental e progresso físico, espiritual e intelectual da sociedade. Continuar a fortalecer nossos programas e oferecendo novos que respondam à necessidade de uma educação transformadora impecável da pessoa e, portanto, da sociedade.

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